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Sunday, May 06, 2018

As Leis - Por Adriano Gianturco

Esses dias ouvi o excelente podcast Café Brasil n. 609 - As Leis, e nele, o seu editor basicamente transcreveu o conteúdo do video publicado pelo Fórum da Liberdade 2018 onde Adriano Gianturco (doutor em Teoria Política e professor de Ciência Política do Ibmec de Belo Horizonte) descorre sobre o tema de termos leis demais ou não no Brasil. O Vídeo em sua integra está logo abaixo: 



O que Adriano Gianturco descreve é o estado atual do Brasil, onde existem leis demais e eficiência de menos. 

A lei. Acreditamos que a lei deva ser justa, deva fazer o bem, evitar e punir o mal. Acreditamos que os problemas surjam quando a lei é desrespeitada, corrompida e não aplicada. E claro, o que todos nós queremos, é o estado de direito, o império da lei, segurança jurídica e o governo das leis. E não o governo dos homens.
Mas, a lei é feita por homens. E às vezes é a mesma lei a ser injusta a ser ineficiente e a gerar corrupção. É a mesma lei a ser ferramenta de poder, de pilhagem e de controle social.
Por exemplo, acreditamos que deveríamos ser todos iguais perante a lei. É o princípio da isonomia, da igualdade formal e jurídica. Mas é a mesma lei às vezes, que faz diferenças, que faz diferenças entre quem tem foro privilegiado e quem tem a justiça comum. Entre terra privada e terra estatal, sendo que na primeira alguém pode sempre pedir usucapião e na terra estatal, nunca, ninguém.
É a mesma lei que faz diferença entre trabalhadores privados que pagam impostos e burocratas estatais que recebem impostos e salários acima do teto e fora do mercado.
É a mesma lei que faz diferença entre quem pode e quem não pode. Entre quem pode tudo e quem pode nada.
É o Governo que não respeita as leis. Com encontros fora da agenda e com salários acima do teto.
Acreditamos que a lei deveria limitar o poder, mas às vezes, é a mesma lei a dar poder. Ao ponto que muitos querem virar juristas e advogados, exatamente para ter poder e dar carteiradas.
Afinal, alguém já disse “aos amigos os favores, aos inimigos a lei”.
Acreditamos que a lei deva ser moral e que é moral. Mas, esquecemos que a escravidão foi legal. Que os campos de concentração foram legais. Que o apartheid foi legal. Que o fundo eleitoral é legal. Que as desapropriações das favelas são legais. Que ambulantes e mendigos são retirados das nossas calçadas todos os dias com força de lei. Esquecemos que o BNDS retira 9% do PIB dos pobres para redistribuir para as empresas grandes e ricas.
E ainda muitos repetem: o Brasil tem boas leis, o problema é que não são aplicadas. Não. O Brasil tem leis demais. Se fossem todas aplicadas perfeitamente, o Brasil pararia. Enquanto no resto do mundo o direito é um simples método de resolução de conflitos. Ao contrário aqui, se gera mais conflito om a judicialização das relações sociais que muitos até celebram e os advogados agradecem, afinal, a indústria do dano moral gera, por exemplo, milhões de causas lucrativas.
Mas, é a mesma lei que é feita pra gerar corrupção. Empresas estatais e bancos estatais servem para empregar e dar poltronas aos amigos e fazer ganhar leilões a empresa amigas. A hiper burocracia dos portos mais lentos do mundo servem exatamente para que a um certo ponto, chegue o empregado do porto e apresente uma alternativa, um jeitinho, para despachar ou desembargar a mercadoria mais rapidamente.
O superfaturamento das infraestruturas não é um erro, não é falta de planejamento. É um planejamento espertinho demais. Na verdade, se fazem infraestrutura exatamente para desviar dinheiro. O custo dele é que para fazer isso tem que nos dar a ponte. E a merenda escolar é a mesma coisa. Você pode gritar: roubaram a merenda de meu filho, mas na verdade o objetivo é o mesmo. O objetivo é desviar. Para isso tem que nos dar algumas merendas. O que nós chamamos de corrupção, na verdade é o objetivo real dos políticos. É a função normal do estado. O resto é a máscara. E claro, temos que mudar isso.
Conclusão: existe uma diferença enorme entre lei e legislação. Aquelas ao qual estamos falando aqui até agora é, na verdade, a legislação e não a lei. 
As leis são as leis da economia, como a lei da demanda e da oferta ou as leis naturais. A lei é um fenômeno descritivo, espontâneo, de baixo para cima, um fenômeno natural. A legislação é um fenômeno prescritivo. De cima para baixo, impositiva. É um fenômeno político e a legislação vira mera vontade do Leviatã preto no branco.
Sim, temos que respeitar a lei. Temos que tentar melhorar a lei, e o que os dois grandes homens aqui fizeram e estão fazendo é fundamental para domar a besta. Mas não basta. Prender os responsáveis é essencial, mas não é só isso. É como quando você prende o chefe do tráfico e três segundos depois surge um outro. Isso não resolve o problema que é um problema sistêmico de incentivo de estrutura.
Não é só colocar a pessoa certa que tudo vai melhorar. Não é um salvador da pátria que vai melhorar e resolver o país agora nas próximas eleições. É o tanque que está furado. Não adianta colocar gasolina. É o carro que tem que ser trocado e não só o motorista.
Métodos privados de resolução de conflitos como arbitragem, tem que ser ampliados pra mais esferas. E especialmente temos que fazer uma divisão clara e forte entre economia e política, para minimizar o conluio, o lobismo e a corrupção. Temos que tirar a política da nossa vida e do nosso bolso.

A principal lição das delações da Odebrecht



Um resumo do excelente texto de Leandro Ruschel que pode ser lido integralmente aqui.

O caso brasileiro oferece uma oportunidade única para entender como a concentração de poder e a mentalidade estatista gera um ambiente propício para a corrupção absoluta.

A fórmula é simples: quanto mais recursos estiverem sob o controle de poucas pessoas, maior será o nível de corrupção e menor será o nível de liberdade e prosperidade num determinado país.
“O poder tende a corromper, e o poder absoluto corrompe absolutamente, de modo que os grandes homens são quase sempre homens maus.” John Dalberg-Acton
No Brasil, onde há uma carga tributária brutal, controlada na distante Brasília, além do controle estatal, direto ou indireto, de milhares de empresas, temos um exemplo perfeito de concentração de poder. O resultado não poderia ser outro.
O socialismo é a ideologia preferida pelos políticos por um motivo simples, ele requer exatamente a concentração de poder. Utilizando como desculpa o objetivo de proteger os pobres e “oprimidos”, um grupo de iluminados atribui a si o direito de decidir como a sociedade deve funcionar para corrigir os seus vícios.
A visão socialista é ancorada na negação da realidade objetiva, com foco no materialismo e na possibilidade de moldar a sociedade da maneira que a vanguarda “progressista” desejar. Se não há uma realidade objetiva e este mundo abarca toda a existência humana, tudo seria uma “construção social”. Não existe certo ou errado, mas sim uma decisão pessoal, geralmente baseada nos instintos básicos. O sucesso ou o fracasso não é responsabilidade individual, mas sim uma consequência de uma estrutura social “opressiva”.
Se eu cometi um crime, a culpa é da sociedade, não minha. Um bandido, nesse caso, teria o mesmo valor de um homem honesto. Na verdade, o bandido, na visão socialista, está numa posição superior, pois ele foi prejudicado de alguma forma, enquanto o homem honesto deve ser honesto porque de alguma maneira foi beneficiado pela “velha” estrutura social. Se eu sou pobre, não é porque eu não consegui produzir algo valioso, ou simplesmente porque eu prefiro ser pobre, mas sim pela exploração de uma outra classe social.
A loucura chega ao ponto de negar a própria realidade objetiva de nascer biologicamente um homem ou uma mulher. Eu posso ser o que eu quiser, agir da maneira que eu quiser, e o único significado da vida é buscar a utopia socialista do paraíso socialista na Terra, não importando se tal utopia já se provou inúmeras vezes impossível de ser realizada, ou nem mesmo é muito bem definida.
Obviamente, para impor essa mudança estrutural na sociedade é necessário concentrar muito poder. Algumas pessoas que compartilham dessa visão de mundo tem de fato boas intenções, apesar de estarem erradas, mas a maioria daquelas que realmente tem o poder nas mãos sabem que tudo não passa de um engodo. Não obstante, elas mantém uma visão materialista atrelada a um alto grau de psicopatia: se não existe nada além dessa vida, eu quero ter o máximo de conforto possível e ter todas as minhas vontades realizadas, mesmo que isso represente a morte e o sofrimento de milhões de pessoas. Não é esse um resumo exato de todos os regimes socialistas na história?
Voltemos então à situação brasileira.
Temos uma dissecação de um sistema socialista com as delações da Odebrecht. O único objetivo daqueles que estão numa posição de poder, sejam eles políticos, empresários, jornalistas, juízes, sindicalistas, etc… é tirar algum benefício próprio, de forma legal ou ilegal, sob um manto de “democracia” e de promoção da “justiça social”.
Num sistema assim, não existe livre mercado e aumento de eficiência que produziria maior criação de riqueza para todos. Por que a Odebrecht irá construir uma hidrelétrica pelo menor preço se ela tem o negócio garantido pelo maior preço possível? Até porque ela terá que pagar propinas para todo mundo.
Por que um funcionário público trabalhará mais se ele tem o seu emprego garantido, com salários e benefícios polpudos, mesmo se não produzir?
Por que os Correios irão buscar maior eficiência, se a empresa tem um monopólio do mercado e podem ser deficitários para sempre, já que o Tesouro irá socorrer a empresa em caso de necessidade de mais recursos?
Resumindo, existem direitos naturais que todo ser humano porta, dado por um Criador, entre os principais o direito a vida, a liberdade e a busca da felicidade. Governos são organizados com o consentimento dos governados e não apenas podem, mas devem ser destituídos no caso de não haver mais o consentimento dos governados, por conta de não mais garantirem os direitos naturais básicos aos governados. Não é exatamente o caso brasileiro?
Mas como esse governo deve ser organizado?
O sistema político é organizado através do voto distrital, promovendo uma verdadeira representação popular. Os políticos podem sofrer recall caso não cumpram promessas de campanha. Existe uma postura ideológica, com uma definição mais ou menos clara entre direita e esquerda. Há melhor divisão entre impostos federais, estaduais e municipais, dando mair autonomia às menores unidades administrativas, promovendo uma maior fiscalização da aplicação dos recursos. O número de funcionários públicos é menor proporcionalmente que o Brasil, poucos tem estabilidade no emprego e os seus salários seguem a média da iniciativa privada, com o mesmo sistema de previdência.
O Legislativo é enxuto, custando uma fração do que é gasto no Brasil. No Judiciário, os juízes de primeira instância são eleitos pelo voto popular, precisando apenas cumprir requisitos básicos de educação para se candidatar. Os xerifes de polícia também. Juízes federais precisam ser aprovados pelo Congresso. A aprovação de juíz da Suprema Corte é realmente difícil no Senado, não uma mera formalidade como no Brasil. Não há Justiça do Trabalho, vale o acordo entre empregador e empregado.
Não existem grandes empresas estatais e o mercado é muito mais livre, impera o conceito de livre concorrência na maior parte dos casos. O nível de burocracia é reduzido, uma empresa pode ser aberta num dia. O sonho de um jovem numa faculdade é abrir uma empresa e não passar num concurso público.
Essas são algumas características que explicam como os EUA criou riqueza para todos como nenhum outro país na história.
É para esse tipo de modelo que devemos concentrar as nossas atenções na hora de reconstruir o Brasil, não em países como Cuba, um exemplo de opressão e geração de pobreza que a esquerda brasileira tanto idolatra.
Outro desafio é como implementar essa Revolução, já que não podemos esperar que os sanguessugas que escravizam o povo há décadas puxem o seu próprio tapete. Precisamos de uma elite corajosa e engajada para produzir a Revolução, mas em primeiro lugar, essa elite precisa ter os ideais corretos.

O original pode ser encontrado aqui! 

Measure
Measure

Wednesday, March 23, 2016

Google’s Quest to Build a Better Boss

“Have a clear vision and strategy for the team.”
“Help your employees with career development.”
“Don’t be a sissy: Be productive and results-oriented.”

Wednesday, February 10, 2016

3 Dicas para uma delegação de sucesso

"Delegação requer a disposição de pagar por falhas de curto prazo, a fim de ganhar competência a longo prazo." ~ Dave Ramsey

"Delegating work works, provided the one delegating works, too." - Robert Half

Delegar é uma das tarefas mais difíceis para qualquer gerente ou supervisor, porque o que nos levou a nossa posição de liderança está em contraste com essa característica necessária. Para a maioria de nós chegar a nossas posições, tivemos que ter posse sobre as tarefas que nos foram dadas. No entanto, na liderança, precisamos aprender que delegar o controle sobre cada tarefa para assumir o controle sobre a direção e visão da organização é essencial para um líder. O capitão do navio não pode varrer o convés ou cuidar da manutenção dos motores e ainda esperar que o governe o navio. :

Delegar é sobre a manutenção de controle não perder o controle. É delegar a tarefa, sem abdicar dela.

O segredo consiste em saber que a qualidade do trabalho delegado vai ser diferente da sua, pode ser que a tarefa seja feita melhor ou pior do que se fosse feita por você, mas esse é o preço da delegação. Você deixa de ter o controle total sobre o resultado exato e final da tarefa, porém você tem a visão total do progresso de todas as tarefas e pode influenciar ela. Isso pode não vai funcionar para todas as tarefas (pelo menos não imediatamente), mas se você é como eu, e tem tarefas que ainda estão no seu prato que você pode delegar facilmente com um mínimo esforço. Aqui estão algumas noções básicas para você começar:

1-)Estabeleça prazos mais apertados do que o real necessário - Uma das áreas onde a delegação dá errado é quando, ao delegar alguma coisa, chega-se ao fim do prazo, e depois se descobre que nossa equipe fez algo errado. Este é frequentemente citado como uma razão pelas quais as pessoas preferem não delegar "Se eu tivesse feito isso sozinho, isto não teria acontecido". Mas neste caso, isso acontece quando você delega e abdica a responsabilidade. Lembre-se, estamos à procura de maneiras flexíveis para manter o controle. Uma delas é definir o prazo para a sua equipe bem antes do prazo real que lhe permite rever seu trabalho e determinar se alguma coisa precisa ser reformulado, ajustado, ou adicionadas.

2-)Comece com tarefas simples e não críticas, como relatórios ou processos - Quanto mais claro o processo ou resultado melhor. Outra área de auto-sabotagem para os potenciais delegadores é que as tarefas delegadas não têm diretrizes claras. Isto é onde a equipe inexperiente pode dar errado. Processos, relatórios e outras tarefas de rotina devem ser o foco de delegar. Isso permite que você passe para a etapa seguinte rapidamente para avaliar o progresso e os resultados, em seguida, sair, o que é fundamental para ser capaz de manter o controle. Tarefas que exigem criatividade e opinião são muito mais difíceis de controlar e, portanto, devem ser uma das últimas a serem delegadas.

3-)Os pontos de verificação são necessárias - A forma mais comum de manter o controle em vez de perdê-lo é fazer checkpoints do progresso. Estabelecer checkpoints é a melhor maneira de manter o controle, enquanto sua equipe realiza a tarefa. Quaisquer correções que precisam ser feitas pode ser feito em tempo real e você pode estar ciente das coisas sem ser absorvido por elas.

Mais uma vez, delegando-se de manter o controle sobre alguma coisa enquanto não precisa fazer todo o trabalho. Se você escolher as tarefas certas para delegar e estabelecer um meio para que você possa analisar os progressos em certos pontos, você vai se sentir muito mais bem sucedido em delegar e continuar sentindo o controle. Com isso, você deixa de ser o gargalo do time e passa a ajudar o time a fazer mais no longo prazo.

Monday, February 08, 2016

O que é Design Thinking

Design Thinking é um Framework que combina empatia em um contexto de um problema. Sua principal premissa é que, ao entender os métodos e os processos que designers usam para criar soluções, as organizações seriam mais capazes de se conectar e revigorar seus processos de criação e inovação.
A origem do termo vem de um livro de 1968 chamado "The Science of the Artificial" de Herbert A Simon sobre engenharia. Dentro da IBM, a importância do Design remonta à década de 60, onde Thomas Watson Jr já dizia que "Good Design is Good Business".
Em Janeiro de 2016 a IBM lançou a versão 2.0 do seu framework de Design Thinking, focando em entregas que tenham a experiência do ser humano como ponto focal da inovação.
Em seu novo framework, a IBM foca em 3 princípios:
1-)Foco no resultado do usuário: Colocar as necessidades do usuário sempre em primeiro lugar.
2-)Times Multidisciplinares: Colaborar através de diversas disciplinas para progredirmos de maneira rápida e trabalharmos de forma mais inteligente.
3-)Reinvenção sem fim: Tudo é um protótipo. Ouça, Aprenda e Corrija durante o progresso.
Esses princípios são aplicados sob a forma de um Loop, que é entender a necessidade do usuário e continuar entregando continuamente e aperfeiçoando sua experiência.
Dentro desse Loop, temos em mente sempre os 3 princípios que são pontos-chaves:
1-)Hills: Alinhando seu time ao redor de objetivos específicos que valem a pena sob o ponto de vista de negócio
2-)Playbacks: Refletir junto ao time em local seguro para fazer e receber críticas
3-)Sponsor Users: Dar ao usuário final um lugar à mesa, onde ele possa ser convidado a observar, refletir e trabalhar junto com o time. 
Existem diversas formas de se priorizar um trabalho e definir seus objetivos. Se você escolher priorizar as necessidades das pessoas que irão usar sua solução, você já está meio-caminho andado na implementação de Design Thinking na sua organização.
Todo mundo quer que seus produtos e ofertas possuam um Design melhor, mas melhor pode significar diversas coisas para diversos tipos de pessoas. Antes de se comprometer a usar uma metodologia de Design, pense a respeito dos valores das empresas e dos usuários envolvidos.
Em prática, nem todo time coloca o usuário em primeiro lugar, muitas vezes a decisão é feita pura e simplesmente baseada em tecnologia ou em uma limitação do negócio. Contudo, quando se uma uma metodologia como a do Design Thinking, seu usuário para a ser o seu ponto de referência. A experiência do usuário deve ser precedente para qualquer ação ou decisão feita pelo time. Você poderá medir o sucesso do seu produto baseado no valor entregue para o usuário final.
Às vezes uma entrega é baseada no compromisso de um release ou de uma data, que nem sempre está sob nosso controle, porém, com o Design Thinking você pode usar o seu poder de julgamento para entender quando sua entrega está pronta ou não. Saiba reconhecer (sob a perspectiva do usuário) que nenhuma solução é perfeita, mas que o foco é sempre na ação, e que, mesmo onde nada seja perfeito, tudo está em constante evolução e até que se complete um trabalho, tudo pode ser considerado um protótipo.
Sempre vai existir uma idéia melhor, desde que você tenha mais tempo, então considerem o conceito de Loop e faça esse loop quantas vezes você achar necessário ao redor do problema até que ele esteja pronto para sua tomada de decisão. Quando esse tempo chegar, foque na idéia e na sua entrega e faça-o da melhor maneira possível.
Mesmo que novas idéias surjam, lembre-se que você pode corrigir ao longo da jornada e que tudo pode ser melhorado ao longo do ciclo de vida do produto.
Na IBM, design é a intenção por trás de um resultado. Usamos o Design Thinking para formar e entender os problemas sob a ótica da empatia do usuário. Esse é a nossa abordagem para aplicar o IBM Design Thinking na velocidade e escala necessária que o mundo demanda. É o nosso framework para juntar os times e chamá-los para a ação.
Esse framework ajuda os times a avançarem e a entregarem o estado-da-arte e continuar a melhorar a entrega, peça por peça, pouco a pouco porém com alto valor agregado.

Friday, August 14, 2015

3 regras bem simples para a vida

  1. Divirta-se
  2. Economize dinheiro
  3. Nunca se acomode
Abaixo um vídeo com 10 dicas do próprio Steve Jobs:

Monday, July 20, 2015

7 Frases Budistas que irão mudar sua perspectiva sobre o mundo

Muitos de nós costumamos nos referir ao budismo mais como uma filosofia de vida do que como uma religião. O budismo é uma das religiões mais antigas que existem, e ainda é praticada por cerca de 200 milhões de pessoas em todo o mundo. Qual é o segredo desta filosofia?

Para entendê-la e abraçar seu verdadeiro significado, não precisamos nos tornar seguidores da religião. Somente precisamos abrir nosso coração e nossa mente, mantendo sempre a esperança.

1. A dor é inevitável, o sofrimento é opcional.
Levando em consideração que as pessoas só podem nos machucar se souberem ao que damos importância, evitar o sofrimento inútil pode consistir, simplesmente, em dar um passo para trás, em se desligar emocionalmente e ver as coisas sob outra perspectiva.
Isso requer prática e tempo, mas vale a pena carregar consigo este grande aprendizado. Como guia, outra frase budista nos dá uma pista de como começar: “Tudo o que somos é resultado do que pensamos; está baseado em nossos pensamentos e está feito deles”.

2. Alegre-se porque todo lugar é aqui e todo momento é agora.
Costumamos pensar apenas no passado ou estar excessivamente preocupados com o futuro. Isso nos impede de viver o momento e faz com que nossas vidas passem sem que tenhamos consciência disso. O budismo nos mostra o aqui e o agora. Portanto, devemos aprender a estar plenamente presentes e desfrutar cada momento como se fosse o último.

3. Cuide de seu exterior tanto quanto cuida de seu interior, pois tudo é um só.
Para encontrar um verdadeiro estado de bem estar, é imprescindível que a mente e o corpo estejam em equilíbrio. Não nos concentrar muito no aspecto físico e, reciprocamente, no aspecto interior, nos ajudará a nos sentir mais plenos e conscientes do aqui e do agora, facilitando, assim, uma plenitude emocional mais valiosa.

4. Vale mais a pena usar chinelos do que cobrir o mundo com tapetes.
Para encontrar nossa paz interior, precisamos ser conscientes dos nossos potenciais pessoais e aprender a dosá-los, assim como nossos recursos. Desta forma, viveremos um verdadeiro crescimento e evolução.

5. Não machuque os outros com o que te causa dor.
Essa frase é uma das máximas do budismo, e nos permite eliminar quase todas as leis e mandamentos morais atuais em nossa sociedade. Tendo um significado parecido com o da frase “não faça com os demais o que não gostaria que fizessem com você”, esta quinta reflexão vai muito além, já que consiste em um profundo conhecimento de nós mesmos e numa grande empatia para e com os demais.

6. Não é mais rico aquele que mais tem, senão aquele que menos necessita.
Nosso desejo de ter sempre mais, tanto no plano material, como no emocional, é a principal fonte de todas as nossas preocupações e desesperanças. A máxima do budismo se baseia em aprender a viver com pouco e aceitar tudo aquilo que a vida nos dá no momento. Isso nos proporcionará uma vida mais equilibrada, reduzindo o estresse e muitas tensões internas.
O fato de desejar mais coisas a todo o tempo indica somente falta de segurança, e mostra que nos sentimos sós e que precisamos preencher estes vazios. Sentirmo-nos a vontade com nós mesmos nos permite deixar para trás a necessidade de não ter que demonstrar nada.

7. Para entender tudo, é preciso esquecer tudo.
Estamos, desde pequenos, imersos numa contínua aprendizagem. Na infância, nosso mapa mental ainda não está desenhado, o que nos faz sermos abertos a “tudo” e à capacidade de entender qualquer coisa, pois não sabemos julgar.
Mas a medida em que crescemos, nossa mente se enche de restrições e normas sociais que nos dizem como devemos ser, como devem ser as coisas, e como devemos nos comportar, inclusive o que devemos pensar. Nos tornamos inconscientes de nós mesmos, então nos perdemos.
Para mudar e ver as coisas sob uma perspectiva mais saudável para nós, precisamos aprender a nos desligar das crenças, dos hábitos e das ideias que não provêm do nosso coração. Para isso, esta frase budista servirá para começar o processo: “No céu não há distinção entre leste e oeste, são as pessoas quem criam essas distinções em sua mente e então acreditam ser a verdade”.

Monday, June 29, 2015

As quatro formas de gastar dinheiro

Li uma história muito interessante sobre as diferentes formas de encarar como o dinheiro é gasto pelas pessoas. No texto de João Cesar de Melo, ele diz:

"Semana passada, abri uma exposição de meus trabalhos numa galeria mantida pelo governo. Para a preparação do espaço, enviaram um pintor que, assim que viu as tintas que estavam disponíveis para o serviço, disse que não seria o bastante. Respondi que sim, que daria para fazer o trabalho. Ele, sem saber que as tintas haviam sido compradas por mim, não pela prefeitura, insistiu que não seria o bastante e começou o serviço sem se preocupar em utilizá-las de forma racional. Três horas depois, um tanto aborrecido por eu ter lhe pedido mais capricho, ele simplesmente foi embora sem dar qualquer satisfação. Assumi o serviço. Pouco tempo depois, as paredes estavam pintadas. A tinta foi suficiente".

O episódio me lembrou das quatro formas de se gastar dinheiro descritas por Milton Friedman.

Milton Friedman1° – Quando gastamos nosso próprio dinheiro com nós mesmos; neste caso, sempre nos
esforçando em fazê-lo da melhor forma possível, afinal, é o fruto de nosso trabalho, dos nossos esforços. Por isso procuramos sempre a melhor relação custo-benefício na hora de comprar qualquer produto ou serviço e evitamos desperdício.

2° – Quando gastamos o nosso dinheiro com outra pessoa, comprando um presente para alguém, por exemplo. Neste caso, sempre calculamos o valor do presente em função da importância e do merecimento da pessoa e principalmente se temos ou não condições para isso.

3° – Quando gastamos o dinheiro de outra pessoa conosco. Um bom exemplo é imaginar alguém nos oferecendo um almoço no restaurante que escolhermos. Com toda a certeza, escolheremos um restaurante melhor e mais caro do que aquele que optaríamos num dia qualquer, afinal, não seríamos nós que pagaríamos a conta.

4° – Quando gastamos o dinheiro de uns com outros, tendo como exemplos se alguém nos desse um dinheiro para comprar um presente para uma terceira pessoa ou nos mandasse fazer um serviço utilizando material que não foi comprado por nós. Neste caso, as considerações que teríamos na 1° e 2° formas desapareceriam, afinal, não haveria razão para nos preocuparmos com o bom uso desse dinheiro.

Essa análise de Friedman explica grande parte da ineficiência estatal. O tal pintor encarregado de preparar as paredes da minha exposição não tinha qualquer interesse em usar de forma racional a tinta disponível pelo simples fato de ela não ter sido comprada com o seu dinheiro (4° Forma). Se ele tivesse que pintar sua casa, imaginando-a com a mesma área da galeria e tendo a disposição a mesma quantidade de tinta, com toda certeza ele daria um jeito de ela ser suficiente – como eu mesmo fiz ao me esforçar em racionalizar o uso da tinta comprada com o meu próprio dinheiro (1° Forma).

Provavelmente o pintor teria se comportado de maneira melhor se eu, logo no começo, lhe dissesse que aquelas tintas foram compradas por mim e por isso ficaria ao seu lado, fiscalizando a forma como ela seria usada. Mas não… Para ele, aquela era apenas mais uma tarefa cotidiana dentro de um sistema que não lhe cobra responsabilidade. Sua postura (4° Forma) representa a da grande maioria das pessoas que preenchem a gigantesca estrutura estatal, sendo a principal causa do uso irresponsável de energia, de água, de telefone, de combustível, de passagens aéreas, de “cafezinhos”, de todo tipo de material que adentra os labirintos estatais… Além da farra protagonizada por funcionários do alto escalão em restaurantes e hotéis de luxo (3° Forma). A verdade é que a maioria dos funcionários públicos não tem pudor nem em desperdiçar o tempo do cidadão que precisa de um serviço do governo.

O que o Estado faz, por meio de sua própria existência, é criar o ambiente perfeito para a preguiça, para a irresponsabilidade e para a má conduta humana. Sem o risco de punição e de demissão, a maioria dos funcionários públicos tende ao desperdício e ao cumprimento de suas tarefas na medida do humor de cada dia. A grande maioria deles não é formada por pessoas de caráter ruim, unidas para tornar a vida dos outros mais cara e burocrática. São apenas seres humanos. Seres humanos cuja responsabilidade e eficiência estão diretamente relacionadas ao risco de perderem empregos e privilégios − quanto mais seguros se sentem num emprego, mais relapsos se tornam.

A pergunta que devemos fazer a todos os defensores do Estado como gerador de emprego é: Como o cidadão comum, aquele que mantém o Estado por meio do pagamento de impostos, terá a certeza de que cada funcionário contratado pelo governo exercerá sua função com responsabilidade, considerando que não corre o risco de ser demitido? Ou poderíamos apenas perguntar: Você contrataria para um negócio próprio alguém que não pudesse demitir? Nenhuma pessoa o faria. Ninguém, porque todos sabem que não há como prever, numa situação de estabilidade de emprego, o comportamento de uma pessoa por meio de simples provas e entrevistas. Se é quase impossível para nós, olhando nos olhos de cada pessoa, ter certeza sobre como será seu comportamento em determinada função, imaginemos para o Estado!

Nenhuma pessoa contrataria para seu negócio alguém que não pudesse demitir, porém, a grande maioria das pessoas exerceria a 3° e a 4° forma de se gastar dinheiro descrita por Friedman caso ocupasse um cargo no governo. Concursos e cargos comissionados representam tragicamente essa realidade, afinal, o dinheiro do salário de cada funcionário não sai do bolso de quem assina as contratações, mas, sim, do bolso da sociedade; e mesmo que cada pessoa contratada fosse realmente necessária num órgão público, mesmo que esta pessoa fosse competente e dedicada, a tendência é que o conforto a leve ao desleixo.

A 4° forma de se gastar dinheiro também é vista nos bancos e empresas estatais e na administração de fundos de pensão controlados por partidos políticos, com destaque para o caso do Postalis, fundo controlado por PT e PMDB, cujo rombo de mais de R$ 5,6 bilhões será pago por meio da redução do salário dos funcionários. Consideremos que um fundo de pensão não é uma mega e complexa empresa como a Petrobrás, que precisa gerenciar produção, armazenamento, venda e distribuição de produtos no mercado e ainda dar conta de pagar dezenas de milhares de funcionários e fornecedores. Um fundo de pensão tem apenas a responsabilidade de administrar certo volume de dinheiro. Tal absurdo pode ser descrito em poucas palavras: Meia dúzia de pessoas com amplo poder sobre o dinheiro dos outros. Meia dúzia de pessoas com poder para autorizar patrocínios, doações e contratos entre amigos. Tudo, à custa do trabalho da sociedade.

Enquanto finalizava esse texto, Dilma sancionou a triplicação (triplicação!) da verba partidária, quase R$ 900 milhões, ou seja: subornou TODO o Congresso Nacional de uma só vez, com apenas uma assinatura. É assim que o Estado se mantém de pé, com uns poucos usando o dinheiro de todos da forma como bem entende.

A verdade que fica evidenciada também neste caso é que a diminuição drástica do Estado, tanto em estrutura quanto em poder, é uma questão de minimização de riscos. Quanto mais a sociedade confiar ao Estado tantas funções e tantos poderes, mais essa mesma sociedade perderá dinheiro, perderá tempo, perderá liberdade e comprometerá seu futuro.

O original em: http://www.institutoliberal.org.br/blog/m-friedman-e-as-quatro-formas-de-se-gastar-dinheiro/